O Que a Ciência Brasileira Revela Sobre a Cannabis e o Equilíbrio da Sua Mente

O Que a Ciência Brasileira Revela Sobre a Cannabis e o Equilíbrio da Sua Mente

Vivemos tempos em que a busca pelo alívio imediato se tornou quase uma regra. Diante das pressões do cotidiano, é natural que o ser humano procure refúgios, pausas e momentos de desconexão. No entanto, é preciso coragem para questionar se os caminhos que escolhemos nos levam à cura ou se apenas adiam o encontro com nós mesmos.

Hoje, trago uma reflexão embasada em estudos científicos brasileiros sérios, especificamente a revisão realizada por pesquisadores da UNIFESP, sobre como o uso da Cannabis (conhecida popularmente como maconha) interage com a nossa arquitetura psíquica. O objetivo aqui não é o julgamento, mas sim oferecer a luz do conhecimento para que você possa fazer escolhas conscientes em sua jornada.

A Origem e o Impacto no Templo Interior

Para compreendermos o presente, é valioso olharmos para a origem das palavras. O termo Cannabis tem raízes antigas, vindo do grego kánnabis (pronuncia-se 'cá-na-bis'), que por sua vez deriva de línguas ainda mais ancestrais, referindo-se originalmente à planta do cânhamo. Embora seja uma planta milenar, seu impacto na química moderna do nosso cérebro exige atenção redobrada.

Nosso corpo possui um sistema delicado e perfeito chamado Sistema Endocanabinoide (pronuncia-se 'ên-do-ca-na-bi-nói-de'). Ele funciona como um regente de orquestra, equilibrando nosso humor, sono e percepção. Quando introduzimos substâncias externas com frequência, corremos o risco de desafinar essa orquestra biológica. A pesquisa brasileira destaca que, para indivíduos que já possuem fragilidades emocionais ou predisposição a transtornos, essa interferência pode ser o gatilho para desequilíbrios profundos; transformando a busca por paz em um labirinto de confusão mental.

O Que os Estudos Nos Mostram: Reflexões Necessárias

A revisão científica aponta dados que merecem nossa reflexão cuidadosa. Muitas vezes, acredita-se que a erva seja um relaxante inofensivo, mas para a mente que já sofre, ela pode atuar como um amplificador de sombras.

Os pesquisadores observaram que o uso da substância em pacientes com quadros psiquiátricos pode dificultar a recuperação. Existe um fenômeno chamado "má adesão ao tratamento"; ou seja, a pessoa, sob o efeito da substância ou na busca por ela, acaba negligenciando os cuidados reais e a medicação que traria estabilidade verdadeira.

Além disso, há uma relação delicada com a percepção da realidade. Em quadros de ansiedade e transtornos de humor, o alívio inicial pode ser uma armadilha. O estudo mostra que, a longo prazo, o uso pode piorar os sintomas depressivos e ansiosos, criando um ciclo onde a pessoa usa para aliviar a dor que a própria substância ajuda a perpetuar.

Você tem buscado preencher seus vazios com algo que vem de fora, ou tem se permitido ouvir o que sua alma pede por dentro?

3 Exemplos Práticos no Cotidiano

Para ilustrar como esses achados científicos se manifestam na vida real, observemos três situações comuns:

  1. A Fuga da Ansiedade: Imagine um jovem profissional que, sobrecarregado, usa a cannabis para "desligar" a mente ao chegar em casa. Inicialmente, ele sente relaxamento; contudo, com o tempo, percebe que sua ansiedade rebote (aquela que volta quando o efeito passa) é muito mais intensa, exigindo doses maiores para o mesmo alívio ilusório.
  2. O Bloqueio da Clareza: Uma pessoa em tratamento para depressão sente que os remédios demoram a fazer efeito e decide usar a erva para "ajudar". O resultado, segundo a ciência, é muitas vezes o oposto; a substância interfere na eficácia do tratamento médico e a pessoa permanece estagnada em sua dor, sem forças para a verdadeira transformação.
  3. A Névoa na Identidade: Alguém com predisposição genética a quadros mais sérios, como a esquizofrenia (pronuncia-se 'es-qui-zo-fre-ni-a'), começa o uso recreativo. O que parecia inofensivo atua como uma chave que destranca portas da mente que deveriam permanecer fechadas, precipitando crises que poderiam nunca ter ocorrido sem esse estímulo externo.

FAQs (Perguntas Frequentes)

A maconha ajuda a curar a depressão? Não. Embora possa dar uma sensação momentânea de euforia, os estudos indicam que o uso crônico pode agravar os sintomas depressivos e dificultar o tratamento clínico adequado.

Se é natural, por que faz mal? Nem tudo que é natural é inócuo para o organismo humano. O fato de ser uma planta não anula sua potente ação química no cérebro, que pode desestabilizar sistemas neurológicos sensíveis.

O uso interfere nos meus remédios controlados? Sim. A pesquisa brasileira destaca que o uso concomitante reduz a eficácia dos tratamentos psiquiátricos e diminui a adesão do paciente aos cuidados necessários para sua recuperação.

Posso desenvolver esquizofrenia usando cannabis? Se houver predisposição genética, o risco aumenta significativamente. A substância pode antecipar o surgimento de surtos psicóticos em pessoas vulneráveis.

Conclusão

A jornada do autoconhecimento exige de nós uma mente límpida e um coração corajoso para enfrentar a realidade como ela é. As pesquisas brasileiras nos servem de alerta amoroso: o atalho químico muitas vezes nos afasta do destino que tanto almejamos, que é a paz interior genuína.

Cuidar de si é também saber dizer não ao que nos entorpece e sim ao que nos desperta. Que você possa encontrar dentro de si, e não fora, a chave para o seu equilíbrio e a sua felicidade.

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3. Buscar artigos específicos de alguma dessas universidades

4. Analisar os principais achados das pesquisas brasileiras sobre o tema

5. Criar um resumo das evidências científicas encontradas


Referências Bibliográficas

  • DIEHL, A.; CORDEIRO, D. C.; LARANJEIRA, R. Abuso de cannabis em pacientes com transtornos psiquiátricos: atualização para uma antiga evidência. Revista Brasileira de Psiquiatria, vol. 32, Supl. I, p. S41-S45, 2010.
  • ZUMARDI, A. A Farmacologia da Cannabis. Editora Científica, 2018.
  • JUNG, C. G. O Eu e o Inconsciente. Editora Vozes.

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